quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Rio São Francisco vive a pior seca dos últimos 30 anos

Foto: EM
O prolongado período de estiagem está colocando em risco a nascente do Rio São Francisco, em Minas Gerais.

O alerta foi feito na última terça-feira, 23, pelo chefe do Parque Nacional da Serra da Canastra, Luiz Arthur Castanheira. Segundo ele, a nascente do rio, situada em São Roque de Minas, dentro da área de preservação na Região Centro-Oeste de Minas, está secando.

A vazão de água diminuiu significativamente nos últimos dias. Para Castanheira, a situação é a pior dos últimos 30 anos. “A seca está brava demais. O que houve aqui é que os pequenos tributários (afluentes) que existem na cabeceira maior do São Francisco, na nascente, secaram nos últimos dias. Apenas uns dois continuam com água, mas com uma vazão bem pequena”, explicou.


Alô autoridades? Alguma solução? Ou temos que começar a rezar para São Pedro?

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Ibama concede licença de operação para o mineroduto Minas-Rio

Foto: Jornal O Tempo
O Ibama concedeu nesta terça (23) a licença de operação para o mineroduto Minas-Rio, da Anglo American, que vai levar minério de Conceição do Mato Dentro (MG) a São João da Barra (RJ). O documento foi publicado no site do Ibama, é assinado pelo presidente do órgão, Volney Zanardi Junior e válido por seis anos.

Para emitir a licença, o Ibama desconsiderou os relatos dos órgãos que acompanham o projeto, como o Ministério Público e o Grupo de Estudos em Temáticos Ambientais (Gesta), da UFMG, que apontam problemas na obra. “Existem muitos problemas no empreendimento como um todo. É um descalabro”, diz a pesquisadora do Gesta/UFMG, Ana Flávia Santos.

A crise hídrica, que ameaça o abastecimento de água e energia do país, também não impediu o licenciamento. Para funcionar, o empreendimento vai precisar de 2,5 milhões de litros de água por hora. A outorga para a captação já foi concedida pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). A água sairá do rio do Peixe e é suficiente para abastecer cerca de 393 mil pessoas, o equivalente à população de Montes Claros, no Norte de Minas. O cálculo leva em consideração o consumo de 152,6 litros por dia para cada habitante. Esse foi o consumo médio do país nos últimos três anos, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (Snis), publicado pelo Ministério das Cidades.


O licenciamento da mina será discutido em reunião da Superintendência Regional do Meio Ambiente (Supram) Jequitinhonha, ligada à Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Minas Gerais, na próxima segunda-feira. A apreciação foi adiada por 15 dias porque o Ministério Público Estadual pediu vistas ao processo. 

Fonte: Aconteceu no Vale

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Vídeo mostra queda de helicóptero na represa de Furnas

Um vídeo registrado por um internauta mostra o momento exato da decolagem e queda do helicóptero na represa de Furnas, próximo ao município de Fama, no sul de Minas Gerais, no início da tarde de sábado (20). Duas pessoas morreram no acidente. Nas imagens, a aeronave decola de um local próximo à represa, ganha altitude, tenta se virar, mas acaba caindo na água.

Três pessoas estavam na aeronave. O piloto, Bruno Abitbol de Andrade Nogueira, de 34 anos, sobreviveu. O corpo do policial militar Marcos Antônio Alves, de 43 anos, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros, ainda no fim da noite de sábado. Na tarde deste domingo (21), por volta de 16h30, a corporação retirou da água a aeronave com o auxílio de um equipamento específico. O corpo de Lívia Reis Carvalho, de 27, mulher do policial, estava preso às ferragens pela bacia e pernas.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a aeronave estava com a documentação em dia. De acordo com a Polícia Civil, o piloto do helicóptero prestou depoimento na delegacia de plantão no último sábado. Ele foi liberado em seguida. O caso será encaminhado para a Delegacia de Fama, que ficará responsável pela investigação.

Fonte: Hoje em Dia

https://www.youtube.com/watch?v=YUJrpGShINk


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Casos da febre Chikungunya deixam estados e municípios em alerta

A transmissão dos primeiros casos da febre chikungunya dentro do Brasil acendeu o sinal de alerta em estados e municípios. Desde janeiro, o Sistema de Vigilância em Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 39 casos da doença no país. Desses, 37 são importados (contraídos em outros países) e dois autóctones (contaminação ocorrida em território brasileiro). Por isso, as estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue e também é um dos principais vetores da nova doença, estão sendo intensificadas em todo o país.

Os dois casos de transmissão no Brasil foram registrados em Oiapoque, no estado do Amapá. Depois da confirmação, o Ministério da Saúde passou a seguir as orientações do plano nacional de contingência da doença. Entre as ações previstas estão a busca ativa de novos casos suspeitos, com alerta nas unidades de saúde e comunidade, remoção e tratamento químico de criadouros de mosquitos Aedes aegypti, além da aplicação de inseticida (fumacê). Os profissionais de saúde também foram orientados sobre os cuidados com os pacientes.


Em Minas, as secretarias de estado e municipal de Saúde elaboram plano de contingência para agir se houver suspeita ou confirmação de doentes em território mineiro. 

Fonte: Estado de Minas

domingo, 21 de setembro de 2014

Produção de queijo da roça movimenta a economia mineira

A produção de queijos artesanais, mesmo não sendo uma prática comum, movimenta a economia e traz lucros a produtores de São João Del Rei. Grande parte das vendas são feitas para abastecer o mercado interno de restaurantes e quitandas.

Por dia, cerca de 30 queijos são produzidos e distribuídos e dos 37 produtores cadastrados na Secretaria de Agricultura da cidade, apenas três se dedicam à produção do queijo minas artesanal. Segundo o Secretário de Agricultura, Rogério Bosco, a produção precisa ser acompanhada para que as questões de segurança alimentar sejam cumpridas. “O queijo tem essa questão que é muito bem trabalhada e o acompanhamento do gado e rebanho. Com isso a produção precisa de mais atenção e acompanhamento além de mais incentivo também”, afirmou.

A identidade gastronômica da cidade faz com que turistas visitem a cidade em busca das comidas da terra e de melhorias na produção. O chamado "queijo da roça" começou a ser usado em restaurantes da cidade. Com o status de gourmet, o queijo minas é característico da culinária mineira. Chefe de Cozinha, Ana Pires afirma que ajuda a preservar a identidade e ainda resgata o valor do produto. "O que esse queijo promove é o resgaste de um sabor mais autêntico e mais histórico por ser feito como antigamente", finalizou.


sábado, 20 de setembro de 2014

Estiagem afeta o turismo em Minas Gerais

O baixo nível da água no Rio São Francisco tem gerado prejuízos a vários setores da economia nos municípios ribeirinhos em Minas Gerais. Em Três Marias, região central do estado, o turismo é a principal fonte de renda, mas nos últimos três meses o número de visitantes caiu 80%, segundo a Secretaria de Turismo do município.

“Realizamos um Carnaval fora de época, que é muito tradicional, e nem a metade do público compareceu. E essa queda influencia na vida de todas as pessoas, desde os que alugam barcos até os proprietários de pousadas. É uma reação em cadeia, que afetou o comércio de forma geral”, fala Maria Amélia Martins, secretária de Turismo.

Em Pirapora, no norte do estado, o turismo também tem sofrido perdas com a seca no Velho Chico. Uma das principais atrações turísticas da cidade e do Norte de Minas, o vapor Benjamim Guimarães, teve os passeios suspensos em agosto, devido à falta de navegabilidade do rio.


Leia mais aqui.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Represa de Três Marias está com apenas 6% do volume útil

A Represa de Três Marias, Norte de Minas Gerais, registrou o volume útil de 6,13% na última quarta-feira (17), de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Esta é a primeira barragem construída ao longo do Rio São Francisco, que nasce em Minas Gerais e passa por cinco estados.

Inaugurada em 1962, a represa tem a capacidade de armazenar 21 bilhões m³ de água, equivalente a sete vezes o volume da Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, em uma área de 202.500 m². “A importância da bacia vai além dos benefícios de geração de energia elétrica. Ela é mais importante no que concerne a produtividade social e econômica do estado”, analisa o técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater), Reinaldo Nunes.

Segundo a secretária nacional do Comitê de Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF) e o Consórcio dos Municípios do Lago de Três Marias (Comlago), Sílvia Freedman, as cidades que estão acima da represa ainda não sofrerão com as consequências do nível do reservatório. Entretanto, 10 municípios que utilizam da água do Rio São Francisco, fornecida pelo Reservatório de Três Marias, poderão enfrentar sérios problemas, entre eles Pirapora, Januária, Itacarambi, Pedras de Maria da Cruz e Jaíba.

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou também que a Usina Hidrelétrica que é atendida pela represa de Três Marias registrou nesta quarta-feira a entrada (afluente) de 21,1 m³ de água por segundo em seu reservatório, enquanto a quantidade que sai (defluente) é de 160,2 m³ por segundo. Das seis turbinas da hidrelétrica, apenas uma está em funcionamento.

Ainda de acordo com Sílvia Freedman, no próximo dia 15 de outubro será realizado um teste para mediar novamente a vazão da represa. “Consiste em fazer um experimento para passar a água pela turbina para que não seque o curso do rio”, explica.


Com a severa estiagem, a Prefeitura de Três Marias protocolou na Secretaria de Estado de Defesa Social (Sedes) o pedido de estado de emergência. “Pela primeira vez na história, muitos de nossos córregos estão secando. Agora nos resta pedir para que São Pedro nos mande chuva”, diz o prefeito Vicente Rezende.

Fonte: Aconteceu no Vale