domingo, 31 de agosto de 2014

História do povoado Noiva do Cordeiro

Depois que o vilarejo Noiva do Cordeiro ficou conhecido mundialmente pelos boatos de ser um cidade com centenas de belas mulheres em busca de marido, vale a pena contar a história desse mítico lugar.

A origem do vilarejo aconteceu em 1890, quando Maria Senhorinha de Lima, moradora do povoado de Roças Novas, largou o marido descendente de francês com quem estava casada há três meses para viver com o lavrador Francisco Augusto Araújo Fernandes. A atitude da mulher, pouco comum na época, fez com que o casal e as suas próximas quatro gerações fossem excomungadas pela igreja católica e passassem a sofrer com o preconceito de todos da cidade.

Isso os levou a se mudar para um terreno mais distantes da cidade, onde formaram uma família que viria a se tornar o distrito. O nome só surgiu entre as décadas de 40 e 50, quando uma das netas de Senhorinha se casou com um pastor, que fundou a Igreja Evangélica Noiva do Cordeiro. A religião tinha preceitos conservadores e até os anos 90 deixou a população em uma vida repleta de restrições, principalmente para as mulheres.

Os moradores ainda sofriam preconceito dos moradores próximos, sendo que as mulheres eram tidas como prostitutas. Porém, foi a proibição da música que levou à extinção da igreja evangélica. Após conseguirem a autorização para ter música em um casamento, alguns do moradores que não sabiam o que era dançar ficaram encantados com a possibilidade e extinguiram a igreja em 1990 e, hoje, existe um bar no lugar da antiga sede religiosa.

Como os homens costumam ir para a cidade para trabalhar assim que atingem a maturidade, as mulheres precisaram se organizar em uma cooperativa. Algumas cozinham, costuram e outras lavram a terra. Porém, ao invés de cada família plantar seus alimentos, os moradores cultivam em uma só área, dividindo os frutos entre a população.

Fonte: O Tempo

Nenhum comentário:

Postar um comentário